Os versos apresentam a origem da consciência a partir da relação entre céu, terra e ser humano. Nhanderu surge como princípio organizador da vida, não como figura distante. O ser verdadeiro é aquele que escuta com presença. A palavra desperta, amadurece com o vento e se transforma em sabedoria sentida.
Os pré-drops representam a preparação espiritual. A terra que se levanta simboliza o despertar. A chuva, o tempo e a criança revelam os ciclos da vida, da renovação e do futuro. É o momento de alinhamento antes da expansão.
O refrão funciona como mantra. Nhe’ẽ é palavra, sopro e espírito. Quando a palavra se manifesta, a terra se ergue e a natureza responde. A reconexão acontece no mundo vivo.
No encerramento, todos os ciclos se unem. O tempo caminha junto com o indivíduo. A terra sustenta, a palavra renova e a sabedoria emerge. A música termina afirmando presença, movimento e vida.
Nhanderu omoĩ kuaraí rekó
(Nhanderu estabelece o modo de ser do sol)
Abaeté ohendú yvága pu
(O ser humano verdadeiro escuta o som do céu)
Tekó porã ñandesy yvy
(O bem viver, nossa mãe é a terra)
Ava ombojá che nhe’ẽ
(Alguém desperta minha palavra / meu espírito)
Yvytu ogueru che yvá
(O vento traz meu fruto)
Arandu ou che pyʼa
(A sabedoria vem ao meu coração)
Yvy porã yvy opuʼã
(A terra boa, a terra se levanta)
Pe ama pe ará pe piá
(A chuva, o tempo, a criança)
Nhe’ẽ nhe’ẽ
(Palavra, espírito, sopro)
Yvy retã opuʼã
(A terra-pátria se levanta)
Nhe’ẽ nhe’ẽ
(Palavra, espírito, sopro)
Natureza ojemombá
(A natureza se manifesta)
Abaeté ohendu che rekó
(O ser verdadeiro escuta meu modo de ser)
Ará oñembojá che róga
(O tempo se espalha sobre minha casa)
Yvy ogueru moʼã rekóite
(A terra traz pensamentos verdadeiros)
Tekorã ou jevy che rapé
(O destino retorna ao meu caminho)
Nhemongueta oñemonde
(O pensamento se veste / se prepara)
Nhemboʼe’ẽ ohechauka
(O ensinamento revela)
Pe ama pe ará pe piá
(A chuva, o tempo, a criança)
Pe yvy ojereroguata
(A terra caminha por si mesma)
Pe yvá ogueru ará pyahu
(O céu traz um tempo novo)
Nhanderu omoĩ kuaraí rekó
(Nhanderu estabelece o modo de ser do sol)
Abaeté ohendú yvága pu
(O ser humano verdadeiro escuta o som do céu)
Tekó porã ñandesy yvy
(O bem viver, nossa mãe é a terra)
Nhe’ẽ ogueru pyahu arandu
(A palavra traz nova sabedoria)
Yvy omopuʼã che rekó
(A terra levanta meu modo de ser)
Ará ojoguata che ndive
(O tempo caminha comigo)
Yvy porã yvy opuʼã
(A terra boa, a terra se levanta)
Pe ama pe ará pe piá
(A chuva, o tempo, a criança)
Kiriri trata o silêncio como presença viva. Não é ausência de som, mas espaço de escuta. A caminhada acontece dentro do silêncio, onde a terra, o vento e o tempo podem ser ouvidos. A palavra nasce apenas depois dessa escuta profunda.
Os pré-drops afirmam que o silêncio possui força. Quando não há palavras, o corpo aprende a sentir. É no silêncio que a verdade é guardada e uma nova manhã se anuncia.
O refrão revela o centro da música: falar só depois do silêncio. A palavra que surge não pesa, não engana e não é vazia. Ela serve ao bem viver e à verdade.
A música afirma que a palavra não existe para dominar ou confundir. Ela existe para permitir que a terra fale. A verdade não é rígida — ela flutua, como o vento verdadeiro.
A ponte repete Kiriri como invocação. O silêncio se aprofunda até que a palavra finalmente chega. O mantra final sela o ciclo: silêncio e verdade se alternam como respiração.
Kiriri termina afirmando que a terra escuta. A música não se encerra no som, mas no espaço que ele cria. O silêncio permanece como fundamento de toda palavra verdadeira.
Kiriri
(Silêncio)
Ivitu oendu
(O vento escuta)
Kiriri
(Silêncio)
Aguata
(Eu caminho)
Añe’ẽ porã
(Eu falo bem / eu expresso com verdade)
Kiriri rupi
(Através do silêncio)
Aendu yvy
(Eu escuto a terra)
Ohasá ara
(O tempo passa)
Che resa oma’ẽ
(Meus olhos observam)
Kiriri rupi
(Através do silêncio)
Aendu yvytu
(Eu escuto o vento)
Ohenói che’ẽ
(Ele chama minha palavra / meu espírito)
Kiriri ipuaka
(O silêncio tem força)
Ndaipori ñe’ẽ
(Não há palavras)
Aguata porã
(Eu caminho bem)
Aha’ẽ hag̃
(Eu busco sentir)
Añe’ẽ ko ara
(Eu falo neste dia)
Kiriri rire
(Depois do silêncio)
Añe’ẽ ko ara
(Eu falo neste dia)
Teko porã
(Bem viver)
Añe’ẽ ko ara
(Eu falo neste dia)
Kiriri rire
(Depois do silêncio)
Añe’ẽ ko ara
(Eu falo neste dia)
Añete
(Verdade)
Añe’ẽ ndaha’éi
(A palavra não é)
Pohýi hag̃ua
(Para pesar)
Añe’ẽ hag̃ua
(A palavra é para)
Yvy oñe’ẽ
(A terra falar)
Añe’ẽ ndaha’éi
(A palavra não é)
Yvytu gua’u
(Vento falso / vento vazio)
Añe’ẽ hag̃ua
(A palavra é para)
Añete veve
(Verdade que flutua)
Kiriri oñongatu
(O silêncio guarda)
Puaka añete
(Força verdadeira)
Ko’ẽ pyahu
(Nova manhã)
Añe’ẽ
(Eu falo)
Añe’ẽ ko ara
(Eu falo neste dia)
Kiriri rire
(Depois do silêncio)
Añe’ẽ ko ara
(Eu falo neste dia)
Teko porã
(Bem viver)
Añe’ẽ ko ara
(Eu falo neste dia)
Kiriri rire
(Depois do silêncio)
Añe’ẽ ko ara
(Eu falo neste dia)
Añete
(Verdade)
Kiriri
(Silêncio)
Kiriri
(Silêncio)
Ñe’ẽ oguahẽ
(A palavra chega)
Añete
(Verdade)
Añete
(Verdade)
Añete
(Verdade)
Añete
(Verdade)
Kiriri
(Silêncio)
Kiriri
(Silêncio)
Añete
(Verdade)
Kiriri
(Silêncio)
Añe’ẽ ko ara
(Eu falo neste dia)
Kiriri rire
(Depois do silêncio)
Añe’ẽ ko ara
(Eu falo neste dia)
Teko porã
(Bem viver)
Añe’ẽ ko ara
(Eu falo neste dia)
Kiriri rire
(Depois do silêncio)
Añe’ẽ ko ara
(Eu falo neste dia)
Añete
(Verdade)
Kiriri
(Silêncio)
Yvy oendu
(A terra escuta)
Kiriri
(Silêncio)
Kiriri
(Silêncio)
Añete
(Verdade)
Kiriri
(Silêncio)
Añete
(Verdade)
Kiriri
(Silêncio)
Añete
(Verdade)
Kiriri
(Silêncio)
Aguije se inicia como um agradecimento à vida. O sol brilha, a água se espalha e a terra escuta. Antes de qualquer palavra, existe reconhecimento.
Os versos narram uma caminhada consciente. A gratidão atravessa o corpo, o coração e o tempo. Escutar o vento, ver o sol e sentir a terra são atos de renovação. Viver passa a ser um gesto intencional.
Nos pré-drops, os elementos purificam e fortalecem. Água, fogo e terra se alinham ao coração. O medo e a prisão desaparecem, abrindo espaço para a vida fluir.
O refrão afirma a gratidão como estado de existência. Aguije não é apenas agradecer, é viver bem. Cada repetição reforça presença, tempo bom e continuidade da vida.
A ponte invoca os elementos fundamentais. O mantra final transforma a gratidão em respiração. A música entra em loop porque o agradecimento não se encerra.
Aguije termina com a terra escutando. O agradecimento não ecoa no vazio — ele é recebido. A música se fecha como um ciclo completo de presença, vida e gratidão.
Kuarasy omimbi
(O sol brilha)
Y omosarai
(A água se espalha)
Ibi oendu
(A terra escuta)
Aguije
(Gratidão)
Aguata ko ara
(Eu caminho neste dia)
Py’a pora rupi
(Através do coração bom)
Xe rekove oendu
(Minha vida escuta)
Mboraiu pora
(Bom sentimento / amor)
Aexa kuarasy
(Eu vejo o sol)
Aendu ivitu
(Eu escuto o vento)
Xe rete ipyahu
(Meu corpo se renova)
Aguije
(Gratidão)
Y omopotĩ
(A água purifica)
Tata omimbi
(O fogo brilha)
Ibi oñandu
(A terra sente)
Py’a pora
(Coração bom)
Aguije, aguije
(Gratidão, gratidão)
Teko pora
(Bem viver)
Aguije, aguije
(Gratidão, gratidão)
Aikove
(Eu vivo)
Aguije, aguije
(Gratidão, gratidão)
Ara pora
(Tempo bom)
Aguije, aguije
(Gratidão, gratidão)
Aikove
(Eu vivo)
Aheja py’a pohy
(Eu deixo o peso do coração)
Aguata pora
(Eu caminho bem)
Xe rapere oipea
(Meu caminho se abre)
Ara pyahu
(Tempo novo)
Yvy ipyahu
(A terra se renova)
Yvytu veve
(O vento flutua)
Xe resa omae
(Meus olhos observam)
Teko pora
(Bem viver)
Ndaipori kyhyje
(Não há medo)
Ndaipori joko
(Não há prisão / bloqueio)
Xe rekove oendu
(Minha vida escuta)
Aguije
(Gratidão)
Aguije, aguije
(Gratidão, gratidão)
Teko pora
(Bem viver)
Aguije, aguije
(Gratidão, gratidão)
Aikove
(Eu vivo)
Aguije, aguije
(Gratidão, gratidão)
Ara pora
(Tempo bom)
Aguije, aguije
(Gratidão, gratidão)
Aikove
(Eu vivo)
Y
(Água)
Yvy
(Terra)
Kuarasy
(Sol)
Ibi
(Terra)
Ivitu
(Vento)
Aguije
(Gratidão)
Teko pora
(Bem viver)
Aguije
(Gratidão)
Aguije
(Gratidão)
Aguije, aguije
(Gratidão, gratidão)
Teko pora
(Bem viver)
Aguije, aguije
(Gratidão, gratidão)
Aikove
(Eu vivo)
Aguije, aguije
(Gratidão, gratidão)
Ara pora
(Tempo bom)
Aguije, aguije
(Gratidão, gratidão)
Aikove
(Eu vivo)
Ibi oendu
(A terra escuta)
Aguije
(Gratidão)
Teko Porã fala sobre renascimento. A ideia da “terra sem mal” não é um lugar físico, mas um estado de espírito. O coração se torna novo quando o indivíduo se alinha com o bem viver.
Os versos narram a passagem do tempo antigo. Memórias, amores e modos de vida antigos se dissolvem. O caminho se abre quando o vento leva o que já não serve.
Nos pré-drops, os elementos atuam como agentes de transformação. O fogo ilumina, a água purifica e a mente solta o passado. O “teko tuja” se desfaz para que o novo possa emergir.
O refrão celebra o bem viver como movimento. A vida se levanta, a dança acontece e um novo tempo chega. A repetição reforça a escolha consciente de viver bem.
A ponte aprofunda a experiência sensorial. O vento conduz o fluxo e o fogo faz o coração dançar. O mantra reduz tudo à essência: viver, dançar e habitar o tempo novo.
A música se encerra onde começou. A terra sem mal reaparece como estado interior. O coração renovado confirma que o bem viver é um caminho contínuo.
Yby marã e’ỹ
(Terra sem mal)
Kuarasy
(Sol)
Teko porã
(Bem viver)
Che py’a ipyahu
(Meu coração é novo)
Che mandu’a ohasá
(Minhas lembranças passam)
Ara yma
(Tempo antigo)
Che rape ojepe’a
(Meu caminho se abre)
Yvytu ogueraha
(O vento leva)
Tatá omimbi
(O fogo brilha)
Y omopotĩ
(A água purifica)
Che akã oheja
(Minha mente solta / deixa ir)
Teko tuja
(Modo antigo)
Teko porã, teko porã
(Bem viver, bem viver)
Che rekove opu’ã
(Minha vida se levanta)
Jeroky, jeroky
(Dança, dança)
Ara pyahu oguahẽ
(Um novo tempo chega)
Teko porã, teko porã
(Bem viver, bem viver)
Yby omimbi
(A terra brilha)
Che py’a ipyahu
(Meu coração é novo)
Che aikove porã
(Eu vivo bem)
Ohasá
(Passa)
Mborayhu tuja
(Amor antigo)
Aguata pyahu
(Eu caminho de novo)
Yvyra
(Árvore)
Kuarasy
(Sol)
Oikove che ryapu
(Minha voz ganha vida)
Che ñe’ẽ opyta
(Minha palavra permanece)
Teko porã rupi
(Através do bem viver)
Teko porã rupi
(Através do bem viver)
Teko porã, teko porã
(Bem viver, bem viver)
Jeroky, jeroky
(Dança, dança)
Ara pyahu oguahẽ
(Um novo tempo chega)
Teko porã, teko porã
(Bem viver, bem viver)
Yby omimbi
(A terra brilha)
Che py’a ipyahu
(Meu coração é novo)
Che aikove porã
(Eu vivo bem)
Yvytu… yvytu…
(Vento… vento…)
Ogueraha che syry
(Leva meu fluxo)
Tatá… tatá…
(Fogo… fogo…)
Ombojeroky che py’a
(Faz meu coração dançar)
Teko porã
(Bem viver)
Jeroky
(Dança)
Ara pyahu
(Tempo novo)
Aikove
(Eu vivo)
Teko porã, teko porã
(Bem viver, bem viver)
Jeroky, jeroky
(Dança, dança)
Ara pyahu oguahẽ
(Um novo tempo chega)
Teko porã, teko porã
(Bem viver, bem viver)
Yby omimbi
(A terra brilha)
Che py’a ipyahu
(Meu coração é novo)
Che aikove porã
(Eu vivo bem)
Yby marã e’ỹ
(Terra sem mal)
Che py’a ipyahu
(Meu coração é novo)
Livre nasce do movimento. O vento, o som e o tempo se abrem para permitir a experiência do viver. A música começa afirmando presença e respiração.
Os versos descrevem a percepção expandida. O corpo flutua, os olhos se abrem e o som guia o caminho. Viver acontece no meio do tempo, sem pressa e sem peso.
Os pré-drops quebram qualquer forma de prisão. O vento leva, o coração se mantém bom e o viver se torna leve. A liberdade não é fuga, é estado.
O refrão transforma flutuar em afirmação. Viver, fluir e ser livre acontecem através do som. A repetição cria um estado contínuo de expansão.
A ponte dissolve a linguagem em respiração. Vento, som e flutuar se alternam como batimentos. O loop infinito reafirma que a liberdade não tem fim.
Livre termina em suspensão. O vento continua, a vida permanece. A música não conclui — ela segue flutuando.
Ivitu veve
(O vento flutua)
Ivu veve
(O som flutua)
Ara oipea
(O tempo se abre)
Aikove
(Eu vivo)
Xe resa omae
(Meus olhos observam)
Ivu oendu
(O som escuta / é ouvido)
Xe rete veve
(Meu corpo flutua)
Ara mbyte rupi
(Através do meio do tempo)
Xe resa oipea
(Meus olhos se abrem)
Ivu omimbi
(O som brilha)
Xe rete veve
(Meu corpo flutua)
Yvaga rupi
(Através do céu)
Ivitu ogueraha
(O vento leva)
Xe py’a pora
(Meu coração é bom)
Ndaipori joko
(Não há prisão)
Aikove veve
(Eu vivo flutuando)
Veve, veve
(Flutuar, flutuar)
Ivu rupi
(Através do som)
Xe aikove
(Eu vivo)
Ara mbyte
(Meio do tempo)
Veve, veve
(Flutuar, flutuar)
Ivu rupi
(Através do som)
Livre, livre
(Livre, livre)
Aikove
(Eu vivo)
Yvy mombyry
(Terra distante)
Aheja
(Eu deixo)
Xe rapere
(Meu caminho)
Ivu ogueraha
(O som leva)
Yvaga asy
(Céu intenso / céu profundo)
Ndaipori kyhyje
(Não há medo)
Xe rekove
(Minha vida)
Veve pora
(Flutua bem)
Ivitu ipuaka
(O vento tem força)
Oikove che ryapu
(Minha voz ganha vida)
Ndaipori jogo
(Não há prisão / não há trava)
Veve añete
(Flutuar verdadeiro)
Veve, veve
(Flutuar, flutuar)
Ivu rupi
(Através do som)
Xe aikove
(Eu vivo)
Ara mbyte
(Meio do tempo)
Veve, veve
(Flutuar, flutuar)
Ivu rupi
(Através do som)
Livre, livre
(Livre, livre)
Aikove
(Eu vivo)
Veve, veve
(Flutuar, flutuar)
Ivu rupi
(Através do som)
Xe aikove
(Eu vivo)
Ara mbyte
(Meio do tempo)
Veve, veve
(Flutuar, flutuar)
Ivu rupi
(Através do som)
Livre, livre
(Livre, livre)
Aikove
(Eu vivo)
Ivitu… ivitu…
(Vento… vento…)
Veve… veve…
(Flutuar… flutuar…)
Veve
(Flutuar)
Ivu
(Som)
Livre
(Livre)
Aikove
(Eu vivo)
Veve
(Flutuar)
Ivu, veve
(Som, flutuar)
Veve
(Flutuar)
Ivu, livre
(Som, livre)
Veve, veve
(Flutuar, flutuar)
Ivu rupi
(Através do som)
Xe aikove
(Eu vivo)
Ara mbyte
(Meio do tempo)
Veve, veve
(Flutuar, flutuar)
Ivu rupi
(Através do som)
Livre, livre
(Livre, livre)
Aikove
(Eu vivo)
Ivitu veve
(O vento flutua)
Xe aikove
(Eu vivo)
Livre
(Livre)
Aikove
(Eu vivo)
Yvy coloca a terra como sujeito vivo. Ela caminha, sente, guarda e devolve a vida. Desde o início, a música afirma presença e continuidade.
Os versos mostram a terra como memória e renovação. Ela guarda o passado, recria o presente e abre manhãs novas. Caminhar sobre a terra é caminhar dentro do tempo.
Os pré-drops reforçam permanência. Nada se perde, tudo é sentido. Viver e caminhar tornam-se atos conscientes.
O refrão transforma a terra em mantra. Yvy é vida, tempo bom e existência em movimento. Repetir é lembrar que viver depende da relação com a terra.
As pontes aprofundam a ideia de permanência. A terra permanece mesmo quando tudo passa. O loop reforça que a vida continua além do indivíduo.
Yvy termina com uma única palavra: vida. Tudo retorna a esse ponto essencial. A música se encerra como um ciclo completo e silencioso.
Yvy
(Terra)
Oikove
(Vive)
Aguata
(Eu caminho)
Yvy ogueru
(A terra traz)
Tekove porã
(Vida boa)
Xe py oendu
(Meus pés escutam / sentem)
Ara pukuku
(Tempo longo)
Yvy oñongatu
(A terra guarda)
Mandu’a yma
(Memória antiga)
Oguerojera
(Gera novamente / recria)
Ko’ẽ pyahu
(Manhã nova)
Yvy ipyta
(A terra permanece)
Ndaipori ogue
(Nada se perde)
Oñandu opa
(Sente tudo)
Aguata
(Eu caminho)
Aikove
(Eu vivo)
Tekove
(Vida)
Aikove
(Eu vivo)
Tekove
(Vida)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Tekove
(Vida)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Aikove
(Eu vivo)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Ara porã
(Tempo bom)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Tekove
(Vida)
Yvy ome’ẽ
(A terra oferece)
Tembi’u porã
(Alimento bom)
Omo’ã’ẽ
(Cuida / protege)
Opa hag̃ua
(Para todos)
Yvy ogueraha
(A terra leva)
Oho rire
(Depois que se vai)
Oñongatu
(Guarda)
Tekove
(Vida)
Yvy ipyta
(A terra permanece)
Oñandu opa
(Sente tudo)
Ndaipori jo’a
(Não há ligação / amarra)
Aguata
(Eu caminho)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Tekove
(Vida)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Aikove
(Eu vivo)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Ara porã
(Tempo bom)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Tekove
(Vida)
Yvy ipyta
(A terra permanece)
Yvy ipyta
(A terra permanece)
Oñandu opa
(Sente tudo)
Tekove
(Vida)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Tekove
(Vida)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Aikove
(Eu vivo)
Tekove
(Vida)
Tekove
(Vida)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Tekove
(Vida)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Aikove
(Eu vivo)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Ara porã
(Tempo bom)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Tekove
(Vida)
Yvy ipyta
(A terra permanece)
Yvy ipyta
(A terra permanece)
Oñandu opa
(Sente tudo)
Tekove
(Vida)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Tekove
(Vida)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Aikove
(Eu vivo)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Tekove
(Vida)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Aikove
(Eu vivo)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Tekove
(Vida)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Aikove
(Eu vivo)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Tekove
(Vida)
Yvy, Yvy
(Terra, terra)
Aikove
(Eu vivo)
Tekove
(Vida)
Y trata a água como princípio absoluto da vida. Ela brilha, flui e sustenta a existência. Desde o início, viver é afirmado como estado natural.
Os versos apresentam a água como consciência em movimento. Ela corre no silêncio, atravessa o tempo e regenera a vida. O corpo aprende escutando o fluxo.
Os pré-drops afirmam que a água não tem fim nem prisão. Ela vive em tudo e não se fixa. A água dissolve peso, limpa o passado e prepara o novo.
O refrão transforma a água em mantra. Repetir Y é reafirmar a vida, o tempo bom e a continuidade. Viver passa a ser um reflexo do fluxo.
A ponte intensifica o movimento. A água flui repetidamente até que a linguagem se dissolve. O loop transforma o som em corrente contínua.
Y termina como começou: fluindo. A vida permanece em movimento constante. Nada se encerra — tudo segue correndo.
Y
(Água)
Y omimbi
(A água brilha)
Aikove
(Eu vivo)
Y osyry
(A água corre / flui)
Kiriri rupi
(Através do silêncio)
Xe rete oendu
(Meu corpo escuta / sente)
Tekove
(Vida)
Y oguata
(A água caminha)
Ara pukuku
(Tempo longo)
Oguerojera
(Recria / regenera)
Tekove
(Vida)
Y ndaipori yre
(A água não tem fundo)
Y ndaipori opa
(A água não tem fim)
Y oikove
(A água vive)
Mba’eve
(Tudo / o todo)
Y, Y
(Água, água)
Tekove
(Vida)
Y, Y
(Água, água)
Aikove
(Eu vivo)
Y, Y
(Água, água)
Ara porã
(Tempo bom)
Y, Y
(Água, água)
Tekove
(Vida)
Y omopotĩ
(A água purifica)
Xe py’a porã
(Meu coração é bom)
Oipea pohy
(Remove o peso)
Ara yma
(Tempo antigo)
Y
(Água)
Y omandu’a
(A água lembra / guarda memória)
Y oendu
(A água escuta)
Oguerojera
(Recria / renova)
Ko’ẽ pyahu
(Manhã nova)
Y oguata
(A água caminha)
Y ndaipokói
(A água não prende)
Oguerojera
(Recria)
Tekove
(Vida)
Y, Y
(Água, água)
Tekove
(Vida)
Y, Y
(Água, água)
Aikove
(Eu vivo)
Y, Y
(Água, água)
Ara porã
(Tempo bom)
Y, Y
(Água, água)
Tekove
(Vida)
Y osyry
(A água flui)
Y osyry
(A água flui)
Y osyry
(A água flui)
Tekove
(Vida)
Y, Y
(Água, água)
Tekove
(Vida)
Y, Y
(Água, água)
Aikove
(Eu vivo)
Y, Y
(Água, água)
Tekove
(Vida)
Y, Y
(Água, água)
Aikove
(Eu vivo)
Y, Y
(Água, água)
Tekove
(Vida)
Y, Y
(Água, água)
Aikove
(Eu vivo)
Y, Y
(Água, água)
Tekove
(Vida)
Y, Y
(Água, água)
Aikove
(Eu vivo)
Y, Y
(Água, água)
Ara porã
(Tempo bom)
Y, Y
(Água, água)
Tekove
(Vida)
Y osyry
(A água flui)
Tekove
(Vida)
Tata apresenta o fogo como força viva. Ele não surge para destruir, mas para despertar a palavra e o movimento. Viver e falar caminham juntos desde o início.
Nos versos, o fogo ilumina o caminho em silêncio. Ele não permanece parado, pois sua natureza é transformação. A vida se move porque o fogo a impulsiona.
Os pré-drops redefinem o fogo. Ele não queima, ele ajuda. Mostra o caminho verdadeiro quando guiado por um coração bom.
O refrão une palavra, caminhada e vida. Falar, caminhar e viver são expressões do mesmo fogo interior. A repetição transforma o fogo em mantra de ação.
Os mantras intensificam a presença do fogo. Ele permanece, ilumina e sustenta a vida no silêncio. O fogo não grita — ele guia.
Tata termina afirmando continuidade. O fogo segue aceso na palavra e no caminho. A música se encerra como chama viva.
Tata
(Fogo)
Tata
(Fogo)
Oikove
(Vive)
Añe’ẽ
(Eu falo)
Tata omimbi
(O fogo brilha)
Kiriri rupi
(Através do silêncio)
Ohesape
(Ilumina)
Che rape
(Meu caminho)
Tata ipuaka
(O fogo tem força)
Ndopyta
(Não permanece parado)
Omoambue
(Transforma)
Tekove
(Vida)
Tata ndohapýi
(O fogo não queima)
Tata oipytyvõ
(O fogo ajuda)
Ohechauka
(Mostra)
Tape añete
(Caminho verdadeiro)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Añe’ẽ
(Eu falo)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Añe’ẽ
(Eu falo)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Aguata
(Eu caminho)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Puaka
(Força)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Aikove
(Eu vivo)
Aikove
(Eu vivo)
Tata oñangareko
(O fogo cuida / protege)
Py’a porã rupi
(Através do coração bom)
Ndohundi
(Não destrói)
Omoambue
(Transforma)
Tata oñangareko
(O fogo cuida)
Ara pukuku
(Tempo longo)
Oikove
(Vive)
Kiriri rupi
(Através do silêncio)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Añe’ẽ
(Eu falo)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Aguata
(Eu caminho)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Aikove
(Eu vivo)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Aikove
(Eu vivo)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Aikove
(Eu vivo)
Tata ipyta
(O fogo permanece)
Kiriri
(Silêncio)
Ohesape
(Ilumina)
Tekove
(Vida)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Aguata
(Eu caminho)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Añe’ẽ
(Eu falo)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Aguata
(Eu caminho)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Añe’ẽ
(Eu falo)
Tata, Tata
(Fogo, fogo)
Aguata
(Eu caminho)
Dragonít representa a força despertada. Vento, fogo e terra se alinham para anunciar uma presença. O nome surge como invocação.
Os versos narram a superação do caminho. O que bloqueava se rompe, o vento conduz e a força interior se afirma. Caminhar bem torna-se consequência do despertar.
Nos pré-drops, os elementos ativam a consciência. O fogo vive, a água purifica e a mente se abre. A força deixa de ser ruído e passa a escutar.
O refrão invoca Dragonít como estado. A força flutua, o tempo se renova e viver se reafirma. O fogo não destrói — ele eleva.
A ponte transforma força em dança. Vento e fogo movimentam o fluxo vital. O loop final reduz tudo à essência: viver em potência contínua.
Dragonít encerra o álbum em ascensão. A terra se ergue, a força permanece e a vida continua. Não é um fim — é a afirmação final do caminho.
Ivitu veve
(O vento flutua)
Tata omimbi
(O fogo brilha)
Ibi opu
(A terra se ergue)
Drago…
(Invocação sonora / força em surgimento)
Xe aguata rapere
(Eu caminho no meu caminho)
Piri oasa
(O obstáculo passa / se rompe)
Xe pia ipuaka
(Minha força interior é forte)
Ivitu ogueraha
(O vento conduz)
Tata oiko
(O fogo vive)
I omopoti
(A água purifica)
Xe aka oipea
(Minha mente se abre)
Puaka oendu
(A força escuta)
Dragonít, Dragonít
(Dragonít, Dragonít)
Puaka veve
(Força que flutua)
Xe aikove, xe aikove
(Eu vivo, eu vivo)
Ara piahu
(Tempo novo)
Dragonít, Dragonít
(Dragonít, Dragonít)
Tata ipe
(No fogo)
Xe pia opu
(Minha força se levanta)
Xe aikove
(Eu vivo)
Oasa ara ima
(Passa o tempo antigo)
Mboraiu tuja
(Amor antigo)
Xe aguata pora
(Eu caminho bem)
Ibi omimbi
(A terra brilha)
Kuara si
(Sol)
Oendu xe riau
(Escuta meu chamado / meu som)
Xe ne e oiko
(Minha palavra vive)
Puaka rupi
(Através da força)
Dragonít, Dragonít
(Dragonít, Dragonít)
Puaka veve
(Força que flutua)
Xe aikove, xe aikove
(Eu vivo, eu vivo)
Ara piahu
(Tempo novo)
Dragonít, Dragonít
(Dragonít, Dragonít)
Tata ipe
(No fogo)
Xe pia opu
(Minha força se levanta)
Xe aikove
(Eu vivo)
Ivitu… ivitu…
(Vento… vento…)
Ogueraha xe syry
(Leva meu fluxo)
Tata… tata…
(Fogo… fogo…)
Ombojeroki xe pia
(Faz minha força dançar)
Loop infinito
(Loop infinito)
Dragonít
(Dragonít)
Puaka
(Força)
Veve
(Flutuar)
Aikove
(Eu vivo)
Dragonít, Dragonít
(Dragonít, Dragonít)
Puaka veve
(Força que flutua)
Xe aikove, xe aikove
(Eu vivo, eu vivo)
Ara piahu
(Tempo novo)
Xe aguata
(Eu caminho)
Xe opita
(Eu permaneço)
Xe aikove
(Eu vivo)
Dragonít
(Dragonít)
Ibi opu
(A terra se ergue)
Dragonít
(Dragonít)
© 2026 ECN M.A.D. Todos os direitos reservados.
Criado com e muita criatividade